Chá fitoterápico é desenvolvido em parceria com o NUTEC
Chá e cápsulas produzidos a partir da folha de graviola devem chegar aos mercados nacional e norte americano
A empresa Amazon Pure vai ser auxiliada pela Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará – NUTEC para a produção de chá e cápsulas a partir da folha de graviola. O projeto demandará investimentos iniciais de R$ 300 mil. A matéria prima possui propriedades antiinflamatórias, adstringentes e anticancerígenas.
Segundo o gestor do projeto e diretor da Amazon Pure, Daniel Olinda, o beneficiamento da folha de graviola como alimento funcional e fitoterápico é uma inovação no Brasil. “Apesar da abundância da graviola no País, a folha nunca tinha sido utilizada para fins comerciais, e já exportamos a matéria prima para a América do Norte há dois anos”, ressalta ele. Este tipo de produto alimentício, o funcional, possui propriedades benéficas para a saúde.
A assistência da fundação será baseada no suporte tecnológico e de gestão da empresa. “Passamos a fazer no NUTEC análises de qualidade, macro e microbiológicas, o que possibilita a padronização dos produtos e melhor inserção nos mercados externos e no Brasil”, afirma Olinda.
O coordenador do Parque Tecnológico, Incubadora de Empresas – NUTEC PARTEC, Milton de Sousa, explica que o suporte vai além da assistência laboratorial. “O projeto vai contar com consultoria em gestão, inclusive treinamento, assessoria e comercialização”, acrescenta Milton.
Para o coordenador da incubadora, abrigar projetos do gênero pode colocar o NUTEC PARTEC em um outro patamar no desenvolvimento de tecnologias de fármacos, remédios e alimentos funcionais. “O negócio é viável e repercute na sociedade com a oferta de produtos benéficos para a saúde, além de tornar a incubadora uma referência para o setor de funcionais. Além disso, a partir da desvinculação da empresa, o produto gera royalts para a instituição, e consequentemente, para o setor de pesquisas no Ceará”.
Graviola: potente anticancerígeno
Há cerca de 30 anos a fruta, típica do Brasil e abundante nas regiões Norte e Nordeste, tem suas propriedades estudadas no exterior. Em 2001, a publicação oficial do Health Sciences Institutes, Estados Unidos, trouxe estudos sobre o tratamento de células cancerígenas com a graviola.
Estes estudos laboratoriais comprovam que a substância Acetogenina, presente na folha da graviola, reduz em tubos de ensaio as células cancerígenas até 10 mil vezes mais rápido se comparado com medicamentos quimioterápicos potentes, como o Adriamycin. Esses resultados foram alcançados sem os efeitos colaterais e agressão ao sistema imunológico, comuns dos tratamentos tradicionais, como quimioterapia e radioterapia.
Contudo, os laboratórios farmacêuticos ainda não conseguiram sintetizar a Acetogegina para registrar patentes e investir neste produto em larga escala de medicamentos. Isto faz com que a substância esteja presente exclusivamente em alimentos funcionais, como os da parceria entre Amazon Pure e NUTEC.




