NUTEC ::: Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará

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O Povo – Vertical – Coluna 08/05/2008

O Nutec é uma instituição moderna...

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O assessor especial do ministro da Agricultura Newton Paul Ribas, disse ver com bons olhos a instalação no Nutec do laboratório sobre a qualidade do leite. "O Nutec é uma instituição moderna, profissional, preparada para enfrentar esse desafio".

Fonte: Jornal O Povo de 08/05/2008 coluna: Vertical S/A


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Diário do Nordeste – Negócios – Coluna 07/05/2008

Vigor e Parmalat podem ter unidade no Estado

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Estado tem potencial de dobrar a atual produção de leite in natura, que é de um milhão de litros/mês A empresa paulista Vigor e a mineira Parmalat estão com interesse em implantar uma fábrica de leite em pó no Ceará, numa parceria com o governo estadual. A informação é de Ivan Bezerra, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, que afirma que novos contatos serão realizados ainda em maio. Segundo ele, o Estado tem potencial de dobrar a atual produção in natura, que chega a um milhão de litros/mês, insuficientes para a demanda local de 1,5 milhão, no mesmo período. Para ele, a criação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, a implantação do laboratório de qualidade no Nutec (Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará) e o envolvimento da cadeia do setor poderão contribuir para não só atender o consumo local, mas que cerca de 300 mil a 400 mil litros saiam in natura e voltem como longa vida. ´Atualmente, 80% a 90% dos produtores não têm orientação quanto a fatores como aumentar as matrizes, aplicar técnicas como a inseminação artificial e identificar e melhorar suas características específicas, como quantidade de gordura, proteínas etc´, explicou Bezerra. O presidente da Adece (Agencia de Desenvolvimento do Ceará), Antônio Balhmann, entende que a Câmara ´é um instrumento muito importante de interlocução entre os vários segmentos da cadeia, com capacidade de gerar empregos e promover riquezas´, aponta. ´O Estado tem uma vocação econômica poderosa e estamos reunindo os atores e responsáveis para que, com essa grande aliança, provoquem uma revolução no setor leiteiro´. Ele mencionou que, na última viagem à Ásia, foi vista uma parceria de um dos países com a iniciativa privada de acompanhamento e gestão da qualidade. ´Nesses aspectos (acompanhamento e gestão), os nossos parâmetros estão muito atrasados, de um modo geral. Mas, com um programa de melhoramento do produto, implantação do laboratório de análises de amostras do leite é possível conquistar, o mais brevemente possível, outros mercados´, assegurou Balhmann. Análise do leite Até o fim deste ano, Fortaleza vai receber um laboratório de análise de amostras de leite de gado e caprino, que funcionará no Nutec. Recursos da ordem de R$ 2 milhões serão aplicados no empreendimento. ´Para ser sustentável, 18 mil exames deverão ser realizados por mês. Já há interesse comprovado de indústrias e produtores´, disse João Pratagil Araújo, presidente da fundação. A análise vai envolver contagem de bactérias, de células somáticas, sólidos totais, proteínas etc. No Nordeste, somente o de Recife é equivalente ao que se terá em Fortaleza. ´Teremos condições de atender a rebanhos de outros Estados da região´, destacou. O assessor especial do ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Newton Pohl Ribas, apontou o caminho para a cadeia produtiva do leite e derivados deslanchar: ´A gestão da propriedade leiteira é o foco. Tem que ter contabilidade, qualidade e controle dos custos. O produtor tem que cuidar dos seus negócios´, salientou. Ribas disse também que ´a mais nova demanda é o Ceará — que está no caminho certo´.

CADEIA DO LEITE Produção do CE cresce menos que a do NE Entre 2000 e 2006, a produção de leite no Ceará cresceu 14,5%, enquanto que, no Nordeste, o incremento foi de 48,1%. Mesmo com resultados positivos e crescentes, o consumo estadual é de 1,5 milhão de litros de leite por mês, mas só se produz um milhão por aqui. A produção de leite fluido é de 351 milhões de litros/ano, relativamente igual à demanda interna. Mas, em leite em pó e mussarela são utilizados 280 milhões de litros/ano. ´Se 30% do leite em pó e mussarela consumidos no Ceará fossem fabricados aqui, haveria uma demanda de mais 84 milhões de litros de leite anuais´, diz Francisco Zuza de Oliveira, diretor de Agronegócio da Adece. Para tentar solucionar os problemas, entre as metas para a cadeia estão o incentivo à atração e à competitividade de indústrias de produtos lácteos nas principais bacias leiteiras e melhoria da competitividade da produção através de um incremento de 37,5%, passando de 7,5 litros para 12 litros por vaca/dia. E ainda: assistência técnica especializada; incentivo à instalação de kit qualidade de leite (resfriador, ordenha e análises laboratoriais); e implantação do laboratório referência em leite, entre outros. Este mercado gerou, no Ceará, em 2006, R$ 255,34 milhões — a 6ª maior renda entre os 15 principais agronegócios no Estado. A cadeia reúne 28 mil produtores (70% a 80% pequenos e médios) e gera 11,7 mil empregos diretos, distribuídos em todo o Interior. Em média, os 27.500 produtores ordenham de 3,5 litros a sete litros do produto por vaca/dia e possuem sete unidades leiteiras. No Estado, existem 103 agroindústrias pulverizadas em 43 municípios. De acordo com estudo da Adece, o segmento tem a maior abrangência territorial. Isildene Muniz Repórter

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=535522


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O Povo – Economia – Coluna 07/05/2008

Governo negocia fábrica de leite em pó

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Fábrica de leite em pó, câmara setorial e um laboratório de análise de qualidade estão entre as medidas a serem implementadas na cadeia produtiva do leite no Ceará. Entre as metas do setor estão chegar à auto-suficiência do produto e a sua adequação a padrões internacionais Para incrementar a produção de leite no Ceará, o Governo do Estado está fazendo contatos com grandes indústrias do setor. E há disposição, inclusive, para estabelecer sociedade com a empresa que se instalar aqui para montar uma fábrica de leite em pó. A afirmação é do presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede), Ivan Bezerra, que citou dois grandes nomes do setor, a Parmalat e a Vigor, como interessados no negócio. "Nossa meta é estimular o consumo, mas para isso precisamos de uma produção maior", afirma ele, ressaltando que atualmente o ceará consome 1,5 milhão de litros de leite, mas produz apenas um milhão e precisa importar o resto. "Nós temos condições de dobrar essa produção em um ano", promete. A expectativa de chegada de uma fábrica é uma das novidades esperadas pela cadeia do leite após a adesão do Estado ao Programa Nacional da Qualidade do Leite (PNQL), iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que estabelece um conjunto de normas de produção e padrões de qualidade para o produto. Entre as medidas previstas, está a implantação de um laboratório que irá analisar amostras enviadas pelos produtores. Resultado de um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões (sendo R$ 1,5 milhão bancados pelo governo Federal e o restante pelo Ceará), o laboratório funcionará no Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), e permitirá avaliar dados como índice de infecção e teor de gordura. João Prata Gil, presidente da instituição, informa que ele deve entrar em operação ainda no segundo semestre desse ano. Em todo o Brasil, existem oito laboratórios do tipo e o do Ceará será o segundo da região Nordeste (o outro funciona em Recife). De acordo com Newton Ribas, assessor do MAPA, a experiência pioneira na avaliação da qualidade do leite foi feita no Paraná e trouxe bons resultados. "Em 1980, quando foi implantado o laboratório, a produtividade era de 5 mil kg anuais de leite por vaca. Hoje, ela está em 7 mil", diz. Também foi criada, no Estado, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, que reúne representantes do setor e de instituições governamentais para discutir questões relativas às melhorias no processo de fabricação de leite e seus derivados. Segundo a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) entre as metas da entidade está a melhoria da produtividade em 37,5%, chegando aos 12 litros diários de leite por vaca e implantar assistência técnica especializada por bacia leiteira.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/economia/786747.html


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Diário do Nordeste – Nacional – Coluna 27/04/2008

Projeto garante emprego para 200 mil famílias

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A quantidade de biodiesel produzida por 200 mil famílias no NE representaria 8,5% do total de diesel importado Criado em 2004 com o objetivo de promover uma ampla discussão sobre a viabilidade sócio - técnica e econômica do biodiesel o Conselho de Altos Estudos da Câmara dos Deputados, está propondo a inclusão de 200 mil famílias do semi-árido nordestino na produção desse biocombustível. Segundo o relator do Conselho e um dos entusiastas da proposta, deputado Ariosto Holanda (PSB), o biodiesel pode promover o resgate da cidadania no meio rural, além de ampliar a renda e a perspectiva de vida. O Conselho de Altos Estudos da Câmara dos Deputados tem realizado amplos debates sobre o projeto, através da exposição de trabalhos desenvolvidos por várias instituições e videoconferências com as assembléias legislativas dos estados. Essas contribuições encontram-se na publicação do Conselho: “Caderno de Altos Estudos. Biodiesel e Inclusão Social – A Câmara Pensando o Brasil”. O documento destaca que o Brasil, pela abundância de seus recursos naturais renováveis e da riqueza de sua biomassa, pode e deve ter uma matriz energética diversificada. ´A energia de origem fóssil (petróleo, carvão, gás) responsável pela deterioração ambiental do planeta, deve ser substituída com urgência por energias limpas como: solar, eólica e da biomassa´, observa Ariosto. Diz ainda que, o óleo diesel obtido das refinarias da Petrobrás não é suficiente para atender o nosso mercado. ´Temos que importar, aproximadamente, 15% do consumo do país´. Segundo a publicação “Balanço Energético Brasileiro 2000” do Ministério de Minas e Energia, o Brasil, no ano de 1999, consumiu cerca de 37,5 bilhões de litros de óleo diesel mineral. Do total consumido 5,3 bilhões de litros foram importados, representando uma evasão de divisas da ordem de 1,5 bilhões de dólares/ano. ´Nesse cenário o Biodiesel surge como um combustível capaz de substituir a importação e de promover a inclusão social pela geração de emprego e renda nas cidades e no campo. Se assentássemos, no semi-árido nordestino, 200 mil famílias pobres, em áreas de 10 hectares para cada família, poderíamos produzir uma tonelada de mamona por hectare/ano. Após processadas nas usinas de transesterificação, resultariam em 900 mil toneladas de biodiesel, 100 mil toneladas de glicerina e um milhão de toneladas de torta gorda´, diz o parlamentar cearense. Pelos cálculos do Conselho, cada família teria uma renda média mensal de R$ 500. Grandes perspectivas Segundo Ariosto, a quantidade de biodiesel produzida por essas 200 mil famílias representaria, aproximadamente, 8,5 % do total de diesel importado. Nessa proporção, 2,4 milhões de famílias ocupando doze milhões de hectares produziriam o que o Brasil importa de diesel. De acordo com Ariosto, como o consumo de óleo diesel, atualmente, é da ordem de 40 bilhões de litros, essa medida cria um mercado inicial de 800 milhões de litros e posteriormente de 2,0 bilhões de litros, a ser garantido pela subsidiária da Petrobrás. Outro mercado em evidência é o da exportação para os países que já adotaram o Biodiesel, como Japão, Alemanha, Itália e a França. Seguindo o mesmo raciocínio de Ariosto, o empresário cearense Expedito Parente, presidente da Tecbio, defende diversificação na produção de matérias-primas para a obtenção do biodiesel. Ele lamenta que haja um predomínio do uso da soja em relação a outras matérias-primas como dendê e mamona. A Tecbio é pioneira mundial no desenvolvimento de tecnologia de biodiesel e bioquerosene. Parente afirmou que o programa do biodiesel precisa ser revisto para incentivar a diversificação de matérias-primas. Diz que a mamona, por exemplo, é vendida a, no máximo, R$ 0,50 o quilo, e que, para ser considerada rentável, terá que atingir R$ 1,00 por quilo. Disse ser necessário subsídio governamental para a produção de matérias-primas. Marcelo Raulino Repórter

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=532695


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Diário do Nordeste – Negócios – Coluna 21/04/2008

Livre Mercado

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Renovaram sua parceria de cooperação técnica, científica, administrativa e financeira o Nutec e o Instituto de Tecnologia do Paraná — Tecpar. Entre as ações previstas pelo convênio assinado pelos seus presidentes Prata Gil, do Nutec, e Mariano de Matos Macedo, do Tecpar, está a manutenção da certificação do Sistema de Gestão da Qualidade - SGQ do Nutec, de acordo com os requisitos estabelecidos na norma NBR ISO 9001:2000. A certificação do Nutec pelo Tecpar cobre o escopo de serviços de pesquisa, assistência, aplicação e transferência de tecnologia, serviços de ensaios elétricos, calibrações de instrumentos de medidas elétricas (nas grandezas de resistência elétrica, tensão e corrente elétricas) e análises técnicas laboratoriais nas áreas de química, tecnologia de alimentos e requalificação de cilindros para uso de gás metano veicular. Em ano de eleição, só o que se vê é obra pública. Neste 2007, não será diferente no Ceará. E não será diferente, principalmente, em Fortaleza. É só pararem as chuvas. Foi lançado na semana passada, em São Paulo, o Índice da Economia Subterrânea. Primeira notícia dele: a economia informal no Brasil aumentou 8,7% no ano passado. Bem mais do que o PIB, que subiu 5,4%. Será reajustado o valor do Bolsa Família. É que a alta dos alimentos está comendo um bom pedaço do que seus beneficiários recebem, havendo assim um risco de calote no pagamento das compras a prazo. Para explorar seus novos megacampos de petróleo, a Petrobras investirá US$ 72 bilhões nos próximos cinco anos. Terá a Prefeitura de Fortaleza desistido de asfaltar o restante da rua Padre Valdivino?

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=531004


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Revista BiodieselBr, AnoI, N3, Fev/Mar 2008

Peixe como matéria-prima

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O estado do Ceará quer aproveitar uma matéria-prima que tem em abundância para produzir biodiesel: o peixe. A Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará ? NUTEC, está fazendo uma pesquisa com base no óleo extraído das vísceras da tilápia. Hoje os cearenses pescam por ano cerca de 18mil toneladas de peixe ? 95% desse volume é tilápia. Em laboratório, o combustível é produzido usando a mesma técnica adotada pelo sebo bovino. Mas esse não é o único estudo inusitado em andamento no estado. Outra matéria-prima que está sendo testada é a moringa, uma oleaginosa natural da Índia e que se desenvolve bem no semi-árido nordestino. A moringa tem 30% a 35% de óleo ? muito mais do que os 20% da soja.

Fonte: Revista BiodieselBr, AnoI, N3, Fev/Mar 2008


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Gestão OCT - Coluna (26/02/2008)

Nutec participa da reunião promovida pela ABIPTI para discutir programa Modernit

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Nesta terça-feira (26/02), a ABIPTI realizou uma reunião com foco no Programa de Qualificação e Modernização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (Modernit), com o objetivo de acompanhar as dificuldades e as boas práticas dos institutos que tiveram suas propostas aprovadas no âmbito do edital do programa. De acordo com o gerente de Informação e Gestão Tecnológica da Associação, Alceu Castello Branco, o encontro foi oportuno à medida que possibilitou alimentar um novo desenho da chamada. ?A intenção foi recolher conhecimentos que tenham sido gerados para que tenhamos elementos de acompanhamento?. Segundo Castello Branco, a reunião atendeu à solicitação de alguns institutos que detectaram problemas ao longo da execução do projeto, a exemplo da reformulação das bolsas do CNPq. Esse foi um dos assuntos que permeou o debate durante todo o evento. Os institutos participantes foram enfáticos em afirmar as dificuldades junto ao conselho. O representante da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), Valdemir Barros, disse que um dos problemas enfrentados em seu projeto foi justamente com relação aos bolsistas. ?Eu gostaria de juntar minha voz aos demais porque quando fizemos o projeto, as regras de bolsa eram uma. Depois de aprovado, a regra passou a ser outra, então nos submetemos às regras novas. Tudo foi feito de acordo com essa nova regra, mas foi aprovado na regra antiga, cujos valores são completamente diferentes. Resultado: baixou o salário do bolsista?. Barros se refere às mudanças nas normas do CNPq. Em 2005, existiam cinco modalidades de bolsas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (A,B,C,D e E). Em agosto de 2006, o CNPq mudou essa classificação, passando para três outras modalidades (1,2 e 3). O projeto desenvolvido pelos institutos participantes do Modernit foi entregue à Finep em maio e o resultado saiu em setembro, o que significa que as instituições tiveram seus projetos aprovados para as bolsas com valores A,B,C,D ou E, mas no decorrer do percurso as bolsas passaram a ter valores referentes a classificação 1,2 e 3. Exemplificando, se um projeto previa pesquisadores com bolsas DTI-B, os valores mensais eram de R$ 2,6 mil. Quando o projeto começou a operar eles passaram para a classificação DTI-2, com valor inferior, de R$ 2,1 mil. A norma antiga está disponível neste link. Já a regra atual pode ser acessada neste link. Os institutos participantes solicitaram que a ABIPTI faça essa ponte com o CNPq visando à solução dessa questão que consideram um entrave aos projetos. Francisco de Assis, da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), sugeriu que os recursos das bolsas sejam transferidos para as fundações estaduais. ?Trabalhar com o CNPq é muito difícil, acaba atrasando nossos projetos?, observou. Participantes Estiveram presentes no evento representantes dos seguintes institutos associados à ABIPTI: Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Embrapa, Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefato (IBTeC), Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec-MG). Também participaram a Finep e o MCT. Programa Modernit Lançado em 2006, o edital de ação transversal no âmbito do Programa de Qualificação e Modernização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (Modernit), tem como objetivo apoiar a qualificação dos institutos para a prestação de efetivo suporte regional na difusão tecnológica para as empresas situadas nos Estados em que atuam, tendo como referência as diretrizes da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) e as prioridades do MCT no âmbito dos fundos setoriais de fomento à CT&I. A chamada foi dividida em duas linhas: apoio a modernização de gestão, cujo objetivo é incentivar a adesão e participação dos IPTs no Projeto Excelência na Pesquisa Tecnológica, desenvolvido pela ABIPTI; e modernização da infra-estrutura laboratorial. O total de recursos destinado em 2006 foi de R$ 20 milhões, verba proveniente dos fundos setoriais do Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), de Energia (CT-Energ) e Verde-Amarelo. (Isadora Lionço para o Gestão C&T online)

Fonte: http://www.gestaoct.org.br/pesquisa/gctnot.asp?numero=14160


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O Povo - VERTICAL S/A - Coluna (23/01/2008)

Os Exportadores Se Encontram

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Empresários cearenses que exportam ou pretendem entrar no mercado internacional terão amanhã a chance de conhecer programas de incentivo à exportação e adequação tecnológica dos produtos às exigências estrangeiras. O Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), Banco do Brasil e Comissão de Comércio Exterior do Ceará promovem o 1º Encontro das Empresas Exportadoras do Estado. Haverá discussões sobre o apoio prestado pelas três instituições aos exportadores cearenses, com destaque para o Programa de Apoio Tecnológico à Exportação (Progex). A gerente de negócios internacionais do Banco do Brasil, Ana Tely Linhares Rodrigues, vai. O presidente do Nutec, João Pratagil Araújo também. Será na sede do BB, na Santos Dumont.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/verticalsa/760904.html


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Biodiesel Br - Gazeta Mercantil - Coluna (17/01/2008)

Ceará usa vocação pesqueira e faz biodiesel de víscera de peixe

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Ceará quer aproveitar sua vocação pesqueira para produzir biocombustíveis. A Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), órgão ligado à administração pública estadual, pesquisa o uso do óleo extraído da víscera da tilápia para fabricação de biodiesel. O estado produz por ano 18 mil toneladas de peixe (mais de 95% de tilápia) e a perspectiva em dois ou três anos é de aumentar essa produção para 30 mil toneladas anuais. Teoricamente, este volume seria suficiente para 1,95 milhão de litros de biodiesel. Em todo o Brasil, a produção de peixe foi de 1 milhão de toneladas, segundo dados da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP), de 2005. Segundo Jackson de Queiroz, técnico-químico do laboratório de Referência em Biocombustíveis da Nutec, o combustível já foi produzido em laboratório e apresentou desempenho técnico semelhantes ao do biodiesel feito com outras matérias-primas, como o sebo bovino. "Desenvolvemos e caracterizamos esse óleo de víscera e conseguimos produzir o biodiesel dentro dos mesmos processos do sebo bovino, por exemplo. A qualidade foi excelente", resume. Do peixe, 10% é víscera. Desta, 60% é gordura e, disto, 80% pode ser transformada em biodiesel. A víscera é considerada hoje um dejeto da atividade pesqueira do Ceará, portanto, sem valor comercial, o que desperta a curiosidade de grandes empresas produtoras de biodiesel. "Até então, não foi encontrada uma aplicação. É poluidora tanto se jogada em rios ou no solo. Já há interesse de uma grande empresa estatal em usar essa tecnologia", acrescenta Queiroz. Outra matéria-prima inusitada pesquisa pela Nutec para produção de biodiesel é a moringa. Trata-se de uma oleaginosa de origem indiana, mas presente de forma abundante no Semi-Árido do Nordeste. O teor de óleo da moringa é de 30% a 35%, de acordo com Queiroz, bem acima dos 20% do óleo de soja. A moringa é estudada desde setembro do ano passado pela Nutec e, já em novembro a fundação conseguiu produzir o biodiesel a partir dessa oleaginosa. Queiroz garante que as características fisico-químicas são de boa separação de glicerina e viscosidade mais adequada que a do óleo de mamona. O processo de produção também é o mesmo de outras oleaginosas. "Tanto a moringa, como o óleo de víscera de peixe, precisam de estudos de campo. Ainda não temos no laboratório uma usina de produção contínua de biodiesel, que permita a fabricação do produto sem interrupções nas diversas fases de produção". A oleaginosa ainda não é desenvolvida de forma comercial. Assim, não há estudos sobre sua viabilidade agronômica. "É uma planta de bom desempenho em clima quente e, no Nordeste, é usada no tratamento de água", explica.


Fonte: http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/ceara-vocacao-pesqueira-biodiesel-viscera-peixe-17-01-08.htm


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Diário do Nordeste - Egídio Serpa - Coluna (15/01/2008)

Leite

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Por que o Governo do Estado — que patrocina o programa ´Leite é Saúde´ — não transfere para o Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) a tarefa de fiscalizar a qualidade do leite processado pelas diversas indústrias cearenses de lacticínios? Por enquanto, essa fiscalização é deficientemente feita pelo Ministério da Agricultura e pela Anvisa. Há informações de que a Secretaria de Desenvolvimento Agrário celebrará convênio com o Centec, ao qual caberia a fiscalização. Mas quem tem mesmo experiência na área é o Nutec. Credenciado pelo Inmetro, o Nutec analisou, em 2007, a qualidade da água de 500 escolas municipais, estando pronto — com tecnologia e pessoal especializados — a assumir a fiscalização da indústria leiteira.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=504198


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Diário do Nordeste - Negócios - Coluna (26/10/2007)

Vaivém

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O futuro do biodiesel A Secretaria de Ciência e Tecnologia reúne Nutec, Petrobras e Secretaria do Desenvolvimento Agrário no “Futuro do biodiesel no Ceará”, é o tema de seminário no auditório do palácio Iracema no próximo dia 31, às 15horas. Vão expor o tema João Pratagil (presidente do Nutec), João Augusto Paiva (gerente da usina de biodiesel da Petrobrás em Quixadá), o secretário Camilo Santana, do Desenvolvimento Agrário e Pedro Sisnando, ex-secretário de Agricultura. O debate é promovido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, que tem à frente o professor Renê Barreira. O deputado federal Ariosto Holanda não confirmou ainda sua presença.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=482075


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Diário do Nordeste - Cidade - Coluna (06/11/2007)

Achado arqueológico pode mudar a História

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Postado em 06/11/2007

Baseado em laudo técnico divulgado pela Nutec e UFC, jornalista afirma que Fortaleza completou 403 anos Cento e vinte e dois anos da história de Fortaleza podem estar escondidos, e até esquecidos, no Morro de Santiago, na Barra do Ceará. Laudo divulgado pela Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) e o Laboratório de Polímeros da Universidade Federal do Ceará (UFC) comprova que amostras de material arqueológico coletadas no bairro contêm óleo de baleia. Substância que, segundo o jornalista Adauto Leitão, era utilizada para a confecção de argamassa, presente nas construções dos séculos XVI e XVII. Esse arquivo arqueológico, acrescenta Adauto Leitão, foi encontrado em abril deste ano na Comunidade do Morro de Santiago. Conforme o laudo técnico, assinado também pela chefe da Divisão de Alimentos e Química da Nutec, Ana Luísa Maia, o material é composto por argamassa e crustáceos e apresenta ácido palmítico, “que faz parte da composição do óleo de baleia”. Essa comprovação, para Adauto Leitão, é a prova material de que Fortaleza tem hoje 403 anos e não apenas 281, como comemorado no dia 13 de abril último, data do aniversário da Capital cearense. “Não podemos rasgar um século e meio de história. O 13 de abril é importante, pois marca a elevação de Fortaleza de povoado à condição de vila. Mas você tem uma história anterior a isso, do período colonial”. A data real do aniversário de Fortaleza defendida pelo jornalista é 25 de julho de 1604, quando a expedição de Pero Coelho Souza ergueu na Barra do Ceará o Forte de Santiago. “O laudo comprova as evidências de que as primeiras construções de Fortaleza aconteceram na Barra do Ceará. A argamassa encontrada no Morro de Santiago é a prova do marco zero”, reforça Adauto Leitão. Agora, acrescenta ele, cabe ao poder público valorizar aquela área. Já que, tanto na própria estrutura de algumas casas lá instaladas quanto debaixo delas, há arquivos arqueológicos. “O sítio histórico existe, basta preservá-lo”. O laudo técnico dará base a novas discussões na Câmara Municipal, acredita o vereador Valter Cavalcante. Isso porque o projeto de lei de autoria de Adauto Leitão, propondo a mudança do aniversário de Fortaleza, já tramita desde agosto último. “Há divergências”, explica o vereador. “Já existe um decreto-lei, baseado em um estudo histórico, que considera a elevação de Fortaleza à vila. Mas não podemos queimar etapas. Agora existe a comprovação do marco zero”.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=485094


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Diário do Nordeste - Cidade - Coluna (05/11/2007)

Nutec e UFC divulgam laudo sobre argamassa

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Postado em 05/11/2007

O Departamento de Química da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec), o Laboratório de Polímeros da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o jornalista e historiador Adauto Leitão concedem, hoje , entrevista coletiva, às 15 horas, no Nutec, Campus do Pici, para a divulgação oficial do laudo técnico sobre a argamassa encontrada no Sítio Histórico Morro de Santiago, na Barra do Ceará. De acordo com Adauto Leitão, em abril deste ano ele e mais quatro moradores do local encontraram o arquivo arqueológico. Após análise, realizada pelo Nutec e pela UFC, concluiu-se que o material compunha construções dos séculos XVI e XVII, no bairro. “Comprova as evidências de que as primeiras construções em Fortaleza aconteceram na Barra do Ceará e, ainda hoje, há vestígios. A argamassa é, portanto, a marca material do marco zero”, comenta Adauto. O jornalista e historiador é autor de projeto de lei, que tramita na Câmara Municipal, desde agosto último, propondo a mudança do dia do aniversário de Fortaleza. Para ele, em vez de ser comemorado no dia 13 de abril, por conta da elevação do povoado à condição de vila em 1726, as celebrações deveriam ocorrer em 25 de julho. Afinal, a data, do ano de 1604, remete às primeiras construções realizadas na hoje capital cearense, portanto, ao maro-zero da cidade de Fortaleza.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=484813


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Diário do Nordeste - Opinião - Coluna (27/09/2007)

Incêndios florestais

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Postado em 27/09/2007

Com o funcionamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Brasil tem conseguido avanços significativos no monitoramento dos fenômenos do tempo, especialmente na previsão de chuvas e estiagens. Outros centros civis e militares se voltam para a navegação aérea, tanto no âmbito nacional como regional, sobretudo na Amazônia. Pode-se dizer que o Brasil procura nivelar-se às nações desenvolvidas, em termos de ciência e tecnologia dos fenômenos climatológicos, meteorológicos e de navegação aérea, ampliados com o Sistema de Vigilância da Amazônia. Por isso, consegue detectar, em tempo real, os incêndios ocorridos nas reservas florestais, provocados para a limpeza dos campos para plantio ou aqueles resultantes de condições mesológicas. A própria Fundação de Meteorologia do Ceará (Funceme) está integrada a redes internacionais de observação do tempo, realizando um trabalho merecedor de maior reconhecimento da produção científica de seus operadores e de melhor divulgação dos resultados alcançados. Funceme, Nutec e Centec deveriam contar com investimentos prioritários, pela relevância de sua produção. Queimar a vegetação é herança indígena, absorvida pelos agricultores como se fosse o melhor instrumento para preparar terras para novos plantios. Puro engano. A destruição da cobertura verde afeta as condições ambientais, prejudicando os recursos naturais: solo, plantações, temperatura ambiente e o meio. Este ano, os focos de incêndios têm batido recorde na Amazônia, no Centro-Oeste e no Sudeste, principalmente. As demais regiões também estão sentindo o problema. Até no Ceará, onde o verde é rarefeito e o processo de desertificação se acentua em algumas zonas, foram anotados, entre janeiro e setembro, 281 focos de queimadas, um acréscimo que representa 23% em relação aos registros alusivos a 2006. Na Amazônia Legal, estão detectados 25.699 pontos de queimadas, com um aumento de 34% em relação ao ano passado. O fogo tem destruído ainda grande parte de áreas verdes em Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, prevendo-se chegar, até o final do ano, a 114 mil sinistros. Os prejuízos são incalculáveis ao meio ambiente e às atividades produtivas destruídas. O governo soube estruturar, em pouco tempo, a Força Nacional de Segurança, um grupo de policiais militares e bombeiros especializados em intervenções e controle de situações de crise. Sua convocação para atuar em vários Estados tem demonstrado eficácia, o que pode determinar sua transformação em força permanente pela característica de pronta ação. Em relação às queimadas, o governo federal necessita instituir força assemelhada, dispondo de condições operacionais para agir a qualquer momento no gigantesco espaço territorial brasileiro, utilizando recursos tecnológicos sofisticados para debelar incêndios e mudar, pela educação, a mentalidade ultrapassada de quem usa fogo para limpar roçados. Do contrário, os prejuízos irão continuar.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=473700


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O Povo - Economia - Coluna (23/11/2007)

Aproveitar pedúnculo é alternativa

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Postado em 23/11/2007

O secretário da Infra-Estrutura de Pindoretama e presidente licenciado do Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará (Sincaju), engenheiro agrônomo Paulo de Tarso Meyer, aponta outras soluções "para salvação da cajucultura". A principal, depois da substituição das copas de cajueiros improdutivos em 100 mil hectares (ha) com plantio de cajueiro anão-precoce com adensamento, é o aproveitamento do pedúnculo que tem cerca de 90% da sua produção desperdiçada. Dentre os negócios com valor agregado que dariam sustentação econômica ao produtores, cita a produção do mel do caju, de álcool, de cajuína, de ração animal, e doces dentre outras. Adianta que o Sincaju apóia um projeto de aproveitamento do pedúnculo de caju, transformando o suco do caju clarificado em mel. Segundo Paulo de Tarso, "o cientista Ailton Leão desenvolveu e o empresário Wagner Jucá patenteou uma unidade industrial relativamente simples". Explica que o custo de uma unidade gira em torno de R$ 60 mil e que uma máquina desidratadora pode produzir 2.200 litros de mel/mês. O litro do produto está sendo vendido a R$ 10 e com base nesse cálculo cada unidade poderia gerar uma renda mensal de R$ 22 mil para os produtores. "A idéia é implantar unidades desse tipo nos 45 municípios produtores", comenta, ressaltando que o secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, já autorizou a implantação de unidades para produção do mel de caju em Pindoretama e Aracati, até janeiro. De acordo o presidente do Sincaju, o titular da SDA também apóia a implantação do projeto. Hoje existe uma unidade em funcionamento, instalada com recursos próprios, no Sítio Três Irmãos, em Cascavel. Paulo de Tarso diz trabalha também para que o mel de caju seja incluído nas compras governamentais feitas pela Conab para a merenda escolar. Destaca que "o resultado dos ensaios realizados pelo NUTEC (RE n°102/2007)" sobre o valor nutritivo do produto mostram resultados altamente positivos. Dentre outros mostra que 100 gramas do mel tem 877,70mg de vitamina C, 0% de sacarose e 54,4% de glicose. (AD)

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/economia/746906.html


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O Povo - Mares do Sertão - Coluna (29/08/2007)

Boletim informará qualidade da água

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Postado em 29/08/2007

O gerente de desenvolvimento operacional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Walt Disney Paulino, informa que o monitoramento da qualidade da água dos açudes cearenses passará a ser divulgado rotineiramente pelo órgão, a partir de setembro, em boletins através da Internet. No Pacoti, as coletas para exames laboratoriais são feitas a cada dois meses. Ele confirma que o principal fator poluidor é a eutrofização. Nesta entrevista, entenda como ocorre o fenômeno. O POVO - Como é feito o monitoramento da água do Pacoti? Walt Disney Paulino - De acordo com a importância estratégica de cada açude, temos uma freqüência de visita. O trabalho da Cogerh é descentralizado. Existem as gerências regionais que fazem esse trabalho de campo. No caso do Pacoti, a gente visita a cada dois meses. Os Pacajus, Pacoti e Riachão são examinados nesse tempo. No caso do Acarape do Meio e do Gavião, a coleta é semanal (por serem mais próximos do tratamento e da distribuição). Nos açudes maiores que 100 milhões de m³, a coleta é a cada três meses. Os demais, de seis em seis meses. OP - Onde são examinadas as coletas? Disney - Temos convênios com o Nutec (Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará), Centec (Instituto Centro de Ensino Tecnológico) e com a Cagece. OP - Qual o índice que vocês têm de qualidade dessa água bruta? Disney - Nesse momento estamos trabalhando na consolidação desses dados. Queremos passar a divulgar pela Internet a partir de setembro. Temos alguns dados, mas são antigos. Vinhamos fazendo um trabalho rotineiro desde 2004, mas tivemos dificuldade de pessoal especialista, para trabalhar nessa área. É uma área que falta pessoas com formação e vivência. OP - Essa mostra de água passa quanto tempo sendo analisada até se ter um laudo? Disney - Nosso convênio preconiza 10 dias úteis, mas quando começar a ser divulgado na Internet haverá maior cobrança. Mas sem essa divulgação tem demorando mais do que isso. OP - Situações como os lixões ou despejo de esgotos no açude, como é o controle disso? Disney - Na Cogerh, o monitoramento não é uma atividade fim, é uma atividade meio. É para fornecer subsídios. Nossa atividade principal é o gerenciamento da qualidade da água. Tem outro trabalho importante que a Cogerh está iniciando que é o Inventário Ambiental dos Açudes. É o levantamento das fontes poluidoras. Estamos num trabalho piloto e desenvolvendo a metodologia. Começamos este ano. Outro fator importante é que estamos inseridos numa região semi-árida. As chuvas são poucas, há pouca renovação da água. Então, muitas vezes têm açudes que demoram em média cinco anos, dez anos, para renovar toda a água dele. Cada tempo que o açude passa sem renovar essa água contribui para deteriorar a qualidade dessa água. Esse é um fator inerente, não tem como fugir. OP - Quais são as principais fontes poluidoras do açude Pacoti? Disney - A questão mais importante é a eutrofização (deterioração da qualidade da água pela produção excessiva de nutrientes, como fósforo e nitrogênio, que aumenta a produção de algas tóxicas e desequilibra o ecossistema aquático. Pode gerar riscos para o consumo humano ou a mortandade de peixes. Esgotos despejados, com grande carga de nitrogênio e fósforo, ampliam a eutrofização). Para entender, você imagine colocar água dentro de um aquário e deixar lá. A água fica suja, o aquário vai esverdear. É mais ou menos isso. Como o Pacoti é parte de um sistema integrado de açudes, você tem a poluição difusa, que é o tipo de uso e ocupação do solo que é feito na bacia hidrográfica. Nos primeiros dados que temos trabalhado, tem sido uma grande fonte poluidora. No caso do Pacoti, extrapola porque tem a ver com o Pacajus, que vem água dele. A eutrofização é uma conseqüência. As causas são o tipo de uso na bacia toda. OP - Essa responsabilidade passa, então, desde como o município faz a distribuição do uso do solo até a questão cultural, a consciência das pessoas? Disney - Tem a ver com os diversos níveis. Do município aos próprios usuários. Com esse Inventário a gente quer identificar para envolver outros setores. A questão ambiental, industrial, onde vai ser preciso melhorar o saneamento. O inventário vai dar uma indicação da área de influência de algo que esteja prejudicando a qualidade da água. Leia mais sobre esse assunto · 29/08/2007 22:47:13 - A dama e o cão: os donos da ilha · 29/08/2007 22:47:13 - Açude Pacoti · 29/08/2007 22:47:13 - Beira d'água · 29/08/2007 22:47:13 - Poluição ameaça água de beber

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/maresdosertao/724185.html


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O Povo - Fortaleza - Coluna (06/11/2007)

Historiadores teriam encontrado fragmentos do Forte de Santiago

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Postado em 06/11/2007

Rocélia Santos da Redação Moradores do Morro de Santiago podem estar vivendo em cima de um tesouro histórico. Pedaços de argamassa, que seriam do Forte de Santiago, erguido na época da colonização dos portugueses no Estado, foram encontrados no local Moradores encontraram pedaços de argamassa que podem ser fragmentos do Forte de Santiago, erguido pelos colonizadores portugueses em 1604(Foto: DÁRIO GABRIEL) Pesquisadores acreditam ter encontrado o que seriam fragmentos do Forte de Santiago, erguido pelos colonizadores portugueses em 1604, na Barra do Ceará. Alguns pedaços de argamassa foram achados por moradores do Morro de Santiago. O fato, se confirmado, poderá mudar a data de nascimento de Fortaleza, que passaria a ter 402 anos e não 281. O material, feito de pedra, búzios e moluscos, foi retirado no mês de abril das dunas do local. O historiador Adauto Leitão, após ser informado do fragmento de rocha encontrado, foi até o local fazer escavações e encontrou vários outros pedaços. Alguns, inclusive, teriam sido utilizados na construção de algumas casas, servindo de alicerce. O material foi levado para análise na Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec). O resultado foi divulgado ontem. "Foi solicitado verificar se existia óleo de baleia em um pedaço de argamassa retirada do morro. Analisamos o fragmento e ficou constatada a presença de materiais orgânicos, componentes do óleo, conservados pela areia", explicou a professora do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Judith Feitosa, durante coletiva ontem à tarde, no Nutec, para divulgar o resultado do exame. "O óleo de baleia foi bastante utilizado no século XVI e XVII. Quando os colonizadores aportaram ao Ceará, eles se serviam do meio ambiente para construir edificações, como rochas, recifes. Eles pegavam crustáceos e ostras, quebravam e ligavam à rocha com óleo de baleia, trazidos de Portugal nas embarcações e muito utilizado nas lamparinas e nas construções. A comprovação do vestígio de óleo de baleia na pedra era a prova de que ela é do século XVII", completou Adauto Leitão. Segundo ele, historiadores como Barão de Studart remontam a construção do Forte de Santiago ao ano de 1604. Por ser a única edificação relatada na história do Ceará no local, afirma Leitão, acredita-se que o fragmento é sim do Forte, destruído em 1646 durante a invasão holandesa no Ceará. "Essa é a prova material de que Fortaleza nasceu na Barra do Ceará em 1604 e não em 1726 com a elevação da cidade à vila. Com essa descoberta, a história da cidade não muda, mas avança. Não podemos rasgar mais de um século e meio de história", comenta Leitão, afirmando que neste mês o arqueólogo Marcos Albuquerque, da Universidade Federal de Pernambuco, virá ao Ceará participar das escavações no Morro de Santiago. A luta agora será mudar a data do nascimento de Fortaleza para o ano da primeira edificação. Na Câmara Municipal de Fortaleza, já há projetos de lei para isso. Leitão espera que, com o achado, o processo ganhe agilidade. O vereador Walter Cavalcante (PHS), presente na coletiva, afirmou que pedirá uma audiência pública para mostrar a rocha e solicitar a mudança. Caso ela se concretize, Fortaleza passará a ter 402 anos. E-MAIS Em 25 de julho de 2004, na Barra do Ceará, foi inaugurada uma praça próxima ao local onde foi o Forte de Santiago, a primeira construção do Ceará, o marco-zero da história da colonização. A nova praça foi batizada de Praça de Santiago de Compostela e, com o apoio do governo espanhol, ganhou um cruzeiro de 12 metros de altura em comemoração, na época, aos 400 anos da chegada dos espanhóis ao Ceará. Na época da colonização, o local foi escolhido como base por Pero Coelho de Souza, açoriano que deixou a Paraíba com soldados para tentar a colonização do Ceará. A capitania já existia desde 1535, mas ainda não havia sido explorada pelos portugueses. Em 1603, quando o Brasil e Portugal eram comandados por Felipe II devido à União Ibérica, a expedição de Martins Soares Moreno e Pero Coelho Souza chegou às terras e encontrou piratas franceses. Souza aliou-se aos índios locais e expulsou os visitantes. Para se prevenir contra futuras invasões, ele ergueu em 25 de julho de 1604 o Forte de Santiago. O mesmo foi abandonado em 1606 devido à forte seca que assolou a região O aniversário de Fortaleza é comemorado no dia 13 de abril, por conta da elevação do povoado à condição de vila em 1726. Caso seja mudado, por conta do achado, as celebrações poderão ocorrer em 25 de julho. Segundo Adauto Leitão, foi na Barra do Ceará a primeira missão jesuítica, o primeiro rio navegável, o Ceará, e a primeira vila de casas.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/742638.html


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O Povo - Opinião - Coluna (03/01/2007)

Universidade da Floresta

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Postado em 03/01/2007

Flamínio Araripe Hoje, no Acre, as bandeiras do Estado, do Brasil e do Ceará são hasteadas nas datas comemorativas nacionais e acreanas. São dois estados-irmãos que comungam ligações históricas e afetivas As ligações do Ceará com o Acre vêm desde a origem deste território incorporado ao Brasil em 1903. Os bolivianos do altiplano, inaptos para a exploração extrativista da faixa de amazônia que pertencia à Bolívia, assistiram com interesse apenas aduaneiro à ocupação da floresta por seringueiros cearenses e nordestinos. A Bolívia reagiu tarde. Houve dupla vitória do Brasil no conflito conhecido como Revolução Acreana e na habilidade da diplomacia que anexou o território. O Acre é tema da mini-série da TV Globo que inicia em 2 de janeiro. Hoje, no Acre, as bandeiras do Estado, do Brasil e do Ceará são hasteadas nas datas comemorativas nacionais e acreanas. São dois estados-irmãos que comungam ligações históricas e afetivas, raras em outros entes da Federação. Os laços permanecem vivos na sociedade. Todavia, precisam ser ampliados para o terreno da colaboração política e institucional. Temos em janeiro de 2007 um alinhamento político com governo do PT no Acre e do PSB no Ceará coligado ao PT. Talvez não haja melhor momento para desengavetar velhos acordos e firmar novos convênios de colaboração com o apoio do governo federal. Depois de 17 anos, voltei ao Acre no ínício de dezembro para participar de uma Reunião Regional da SBPC em Cruzeiro do Sul para discutir o projeto da Universidade da Floresta do Alto Juruá. O encontro de três dias reuniu lideranças indígenas de quatro etnias, de seringueiros, pequenos agricultores e ribeirinhos, com pesquisadores das universidades federais do Acre, Viçosa, da Unicamp e UnB. O projeto tem sustentação num tripé de extensão, pesquisa e ensino. O CVT da Floresta, em Cruzeiro do Sul, há oito meses dá cursos de capacitação e busca agregar valor aos produtos naturais. Vem sendo discutida a criação de um instituto de pesquisa por índios, seringueiros e pesquisadores para unir o conhecimento tradicional ao conhecimento cientifico com a idéia de manter a floresta em pé pela exporação sustentável das suas riquezas. O ensino inclui curso de Educação Indígena a ser iniciado em 2007. A graduação em Engenharia Florestal foi iniciada. O Ceará tem muito a contribuir com este projeto. Temos a exclência em cursos de capacitação e de inclusão digital no Instituto Centec e a arquitetura das Infovias, a rede de videoconferência para ensino a distância, preciosa na dispersão geográfica da Amazônia. Outro campo de colaboração pode ser explorado com a expertise do Padetec no conhecimento dos óleos essenciais, para agregar valor aos produtos da natureza e transferir tecnologia para a criação de incubadoras de empresas de base tecnológica. A Uece e Funceme com o avião-laboratório constituem outro parceiro na pesquisa e no monitoramento ambiental, assim como o Nutec e a TecBio têm tecnologia a oferecer na exploração do biodiesel. A Funcap pode auxiliar a fundar entidade congênere no Acre, que ainda não tem Secretaria da Ciência e Tecnologia. O Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e Finep, podem dar apoio na relação entre os dois estados da Federação. Fortaleza tem a aprender com Rio Branco, com a iniciativa de construção de calçadas. O prefeito local, Raimundo Angelim, depois de pavimentar muitas ruas, lembrou da população que anda a pé e resolveu fazer 52 Km de calçadas para pedestres. FLAMÍNIO ARARIPE é jornalista

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/659154.html


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Diário do Nordeste - Coluna (22/08/2007)

Procedimentos para atender as exigências internacionais

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Postado em 22/08/2007

Visando atender exigências internacionais, a cadeia produtiva da cera de carnaúba vai colocar no papel os procedimentos de ensaios do produto. Para isso, foi reativada a Comissão de Estudo de Cera de Carnaúba, que vai envolver representantes do Sindicarnaúba, Sebrae, Ematerce e professores do Laboratório químico da Fundação Núcleo de Tecnologia do Ceará e das universidades do curso no Estado.
Segundo Ieda Nadja Silva Montenegro, coordenadora da comissão, a missão do grupo é escrever detalhes do processo produtivo, tendo como base a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). ´Nós vamos certificar sete tipos de análises, das quais três delas, já foram escritas e publicadas´, explica.
Com esse trabalho, será possível conhecer a composição química da cera, de forma a facilitar a sua utilização. Os três procedimentos em vigor estão relacionados à identificação do hidrocarbonetos, umidade, ma-teriais voláteis e impurezas. Até o fim deste ano, serão elaboradas as normas de meta. A previsão é que todo o trabalho esteja concluído em 2008.
´O estudo é pioneiro´, pontuou a coordenadora.

Fonte: Diário do Nordeste.

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Diário do Nordeste - Coluna (19/08/2007)

Reativação da comissão de estudos de cera de carnaúba

Postado em 19/08/2007

A Fundação Núcleo de Tecnologia do Ceará (Nutec) e o Sindicato das Indústrias Beneficiadoras de Cera de Carnaúba (Sindicarnaúba/ Sistema Fiec) querem reativar a Comissão de Estudo de Cera de Carnaúba. Para reunir interessados, as entidades promovem reunião na próxima terça-feira, de 8 às 12 horas, na sede da Fiec (A. Barão de Studart, 1980), a fim de discutir normas técnicas.

Fonte: Diário do Nordeste.

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Diário do Nordeste - Coluna (31/07/2007)

Novidade para os produtores cearenses de caju

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Postado em 31/07/2007

Opinião sincera do cientista cearense Expedito Parente, o homem que inventou o biodiesel: ´Por causa do seu solo, que é pobre, o Ceará nunca será um grande produtor de biodiesel´. Recém chegado de mais uma viagem ao exterior — ele tem feito viagens constantes a convite de grandes empresas, como a Boeing, e de governos, como o da China, onde acaba de ganhar o prêmio principal de uma organização que incentiva a inovação científica — Expedito Parente vê na Amazônia a área em que, no curto prazo, o biodiesel mais crescerá. ´Temos de reflorestar as áreas da Amazônia que foram agredidas pelos projetos agropecuários. Mas isto terá de ser feito de uma maneira ambientalmente correta, por meio do manejo igualmente correto da floresta, utilizando espécies apropriadas que, ao mesmo tempo, reponham a mata e produzam a matéria-prima do biodiesel´, diz. Segundo ele, todo esse esforço novo na Amazônia permitirá que se restitua a força da floresta no combate ao chamado efeito estufa. O cientista revela que sua invenção já se tornou de domínio público. Sem embargo, Expedito Parente assessora a Boeing, maior produtora mundial de aviões, que faz testes avançados com o bio-querosene, outra invenção dele. No curto prazo, o querosene de aviação, de origem fóssil, será substituído pelo bio-querosene. ´E aí os céus do mundo ficarão mais lindos e limpos´, diz Parente, sorrindo.

Caju (1)
Novidade para os produtores cearenses de caju: o secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, prometeu ao presidente licenciado do Sindicato dos Produtores de Caju (Sincaju), Paulo de Tarso Meyer, que o Governo do Ceará incluirá, na merenda escolar, o mel de caju, muito rico em vitaminas, segundo revelaram análises feitas pelo Nutec. ´Isto será a saída para o produtor, uma vez que, por causa da desvalorização do dólar, o preço da amêndoa também desabou. A salvação do produtor será, então, o aproveitamento do pedúnculo, que poderá render-lhe até R$ 2 mil por hectare´, estima Tarso Meyer.

Caju (2)
Começará pelo município de Pindoretama, entre Aquiraz e Cascavel, a inclusão do mel de caju na merenda das crianças da rede pública de ensino. Paulo de Tarso Meyer, que é também secretário de Infra-Estrutura de Pindoretama e por isto mesmo está licenciado da presidência do Sincaju, chamou para essa empreitada o empresário Wagner Jucá, que já tem a maquinaria pronta para industrializar o pedúnculo. Wagner está otimista: ´Usaremos o modelo três da Desidracon, máquina inventada pelo alagoano Ailton Leão, que pode produzir, mensalmente, cinco mil litros de mel de caju. Essa máquina desidrata o pendúnculo a baixa temperatura, razão por que o mel produzido, além de glicose e frutose, tem 87 miligramas de vitamina C por 100 gramas. E tem zero de sacarose´, informa ele.

Caju (3)
Segundo o Sincaju, perdem-se e vão para o lixo, no Ceará, anualmente, 1 milhão de toneladas de pedúnculo de caju. É do pedúnculo que se produzem o suco, o doce e o mel de caju. Um absurdo!

Medo de avião
Agentes de viagens de Fortaleza estão ouvindo as seguintes perguntas dos seus clientes: É melhor viajar de Airbus ou de Boeing? De TAM ou de Gol? De noite ou de dia? Sóbrio ou embriagado? Qual é o tamanho da pista? Ela tem gooving? O aeroporto tem ILS? Um comandante da TAM ou da Gol tem quantas de horas de vôo? Um bom comandante de Airbus ou de Boeing deve ter quantas de horas de vôo? Não será melhor ir de ônibus? Deus, valei-me!

Aquiraz Riviera
Quatro empresas construtoras apresentaram propostas para a construção do Hotel D. Pedro, o primeiro dos oito previstos para o Aquiraz Riviera, empreendimento de capitais portugueses e cearenses. As propostas estão em análise. Neste momento, a Construtora Maciel executa os serviços de terraplenagem da área onde o hotel será construido.

Livre Mercado
Doze dos e-mails que esta coluna recebeu ontem manifestaram posições dos seus subscritores contra a instalação da termelétrica movida a carvão mineral na área do porto de Pecém. O engenheiro agrônomo Acúrcio diz que, ´se essa ameaça acontecer, será um crime contra o agronegócio cearense´. No próximo dia 16, no Gran Marquise Hotel, será o coquetel de apresentação oficial do vôo — já em plena operação — da empresa maranhense Litorânea Linhas Aéreas ligando S. Luís-Barreirinhas-Parnaíba-Camocim-Fortaleza e vice-versa. O avião é o Let, turbohélice de fabricação tcheca, de asa alta (ótima para vôos turísticos), com capacidade para 19 passageiros. A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico(Funcap) está convocando, para a assinatura de contratos, seus novos bolsistas e também os antigos, que têm de renovar sua bolsa. A Funcap mantém hoje 654 bolsas de mestrado e doutorado, das quais 13 são novinhas, concedidas agora. Segundo seu diretor científico, Erivan Melo, o programa de concessão de bolsas de pós-graduação da Funcap mantém-se entre os cinco maiores do País. Qual será o primeiro deputado da CPI do apagão aéreo que aparecerá hoje na tevê para revelar segredos do relatório ultra confidencial sobre o conteúdo das caixas pretas do Airbus da TAM acidentado em Congonhas? De qual partido será ele? Do PSDB, do PPS ou do DEM? Não percam! É hoje, pela TV Senado! A reunião será secreta com 40 deputados presentes, imaginem. Ontem, em Aurora, o governador Cid Gomes prometeu aos agricultores que o seu Governo pagará a sexta parcela do seguro safra. Viva!

Fonte: Diário do Nordeste.

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O Povo - Coluna (21/07/2007)

Parceria contra a ferrugem

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Postado em 21/07/2007

A Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará, firmou contrato com a Coelce para avaliar o grau de corrosão dos materiais que a companhia utiliza, determinados pelos diferentes climas e microclimas verificados no Estado. Segundo a pesquisadora Ieda Nadja Silva Montenegro, que está coordenando o projeto, "os estudos permitirão classificar a agressividade atmosférica do Ceará e possibilitar à Coelce a escolha de materiais mais resistentes aos teores de cloretos, sulfatos e umidade relativa do ar. A técnica do Nutec observa que essa agressividade não se dá apenas no litoral cearense, mas também em regiões serranas, onde a umidade é alta, ocasionando a presença de microorganismos. "Vamos estudar as reações do cobre, alumínio, aço cobreado e outros materiais às nossas condições climáticas", acentua Ieda Nadja, que espera concluir os estudos em um ano. Atualmente, a Coelce emprega preferencialmente o cobre nas linhas de transmissão de energia, com elevados custos de manutenção em toda a região costeira do Estado.

Fonte: Jornal O Povo.


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Diário do Nordeste - Coluna (18/05/2007)

Senegal de olho no biodiesel

Postado em 18/05/2007

Com problemas no abastecimento de petróleo para a população por conta dos altos preços e tentando encontrar novas fontes de energia para reduzir o ônus sobre governo do Senegal e a nação senegalesa, o presidente do país africano, Abdoulaye Wade, esteve ontem no Ceará, visitando o Núcleo de Tecnologia (Nutec), da Universidade Federal do Ceará. A intenção era conhecer a tecnologia de biodiesel desenvolvida no Estado, por meio da empresa cearense Tecnologias Energéticas LTDA (Tecbio).
Vindo de Brasília, onde esteve com o presidente Lula da Silva, na quarta-feira, e assinou um protocolo de cooperação entre as duas nações, Wade chegou ao Estado por volta do meio-dia e foi direto encontrar o governador Cid Gomes nos laboratórios do Nutec.
Acompanhado de uma comitiva formada por cinco ministros e 42 assessores, entre professores de física, química e outros especialistas, Wade ouviu explicações do próprio criador do biodiesel e dono da patente do produto, Expedito Parente.
Para Parente, o convênio de cooperação entre os dois países se torna possível porque os climas do Nordeste e do Senegal são parecidos, favorecendo o cultivo de plantas oleaginosas. Ele explicou que, com a construção das usinas e implementação das plantações, dentro de cerca de seis meses o país africano já deve estar produzindo os primeiros litros de biodiesel. ´A principal motivação dos países que quiserem produzir biocombustível, além de poluir menos, deve ser a geração de empregos e a utilização da vocação agrícola das regiões´.
O tempo para a obtenção das primeiras amostras do biocombustível, no entanto, não pareceu suficiente para o presidente do Senegal. Apesar de confirmar o interesse na implantação da tecnologia, ele revelou certa urgência em substituir a utilização do petróleo no país.

´Nos últimos três anos o Senegal vem sofrendo muito por conta do alto preço do petróleo. Em 2003, já tivemos que disponibilizar recursos orçamentários para subsidiar o petróleo porque a população não poderia pagar pelo combustível. Com o biocombustível, não somente o Senegal, mas todos os países da África que não produzem petróleo seriam beneficiados´, explica.
Por conta desses preços inviáveis, Wade perguntou ao governador Cid Gomes sobre as possibilidades do Ceará vender o biocombustível imediatamente para o Senegal, mas a resposta ainda foi negativa.
O criador do biocombustível, Expedito Parente, explicou que o Ceará ainda não produz quantidade suficiente de biocombustível para exportar. Segundo Cid Gomes, até o ano passado, somente cerca de 12 mil hectares de plantas oleaginosas eram destinados a produção do biocombustível. Até o fim do ano, a expectativa é que essa área chegue a 30 mil, que seria suficiente para acrescentar 2% de biodiesel a todo o óleo diesel comercializado no Estado. ´Para chegarmos num nível de exportação para outros estados ou mesmo países precisamos de uma área produtiva com uma média de 100 mil hectares. Por enquanto, o que podemos fazer é exportar a tecnologia´, justifica.
O clima do Senegal é semi-árido, muito semelhante ao do Ceará. Pelo acordo bilateral Brasil-Senegal, o programa bioenergético prevê, também, a transferência de tecnologia para produção de etanol - álcool de cana-de-açúcar, segundo informações repassadas.

Fonte: Diário do Nordeste.


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Antonio Viana - Coluna (08/05/2007)

Agropacto apresenta ao Governador propostas para o segmento do Agronegócio

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Postado em 08/05/2007

O Pacto de Cooperação da Agropecuária-Agropacto, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará-Faec, entregou no ultimo sábado, 5, ao Governador do Estado Cid Ferreira Gomes, uma série de reivindicações voltada para o desenvolvimento do agronegócio da pecuária e da agricultura. A reunião extraordinária realizou-se em Limoeiro do Norte e contou com a presença de mais de quinhentas pessoas, entre prefeitos, deputados federais, estaduais, secretários de estado, representantes da EMBRAPA, CENTEC, SENAR, FAEC, CIN/AFIEC, SEBRAE-Ce, CVT, EMATERCE, Instituto Agropolos, Universidade Estadual do Ceará-Uece, Organização das Cooperativas, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e outros representantes do segmento do agronegócio.
Além da exposição do Presidente da Faec, José Ramos Torres de Melo, que falou sobre a missão do Agropacto e o novo enfoque dado às reuniões semanais a partir deste ano, com a criação do Grupo de Impulsão das Ações Propostas(Giap), houve a exposição do Diretor do Instituto Brasileiro de Frutas-IBRAF e produtor rural, Carlos Prado sobre o potencial do agronegócio no Estado,seguido de debates com a participação de produtores de quatro segmentos: produção de leite,representado pelo empresário Luiz Girão, da Parmalat; produção de aves, através do Presidente da Aceav, José Bessa, pelo Diretor da Embrapa Agroindustrial, Lucas de Souza, representando a área de pesquisa e representando os demais órgãos, o Diretor Geral do Dnocs, Eudoro Santana, que ´apresentou proposta de instalação de uma nova estação de piscicultura naquela região. A coordenação do debate ficou a cargo do Presidente da União dos Produtores do Vale do Jaguaribe-Univale, João Teixeira.
O prefeito de Limoeiro do Norte, João Dilmar da Silva, que é o Presidente da Associação dos Municípios e Prefeitos do Ceará, destacou a importância da região do Vale do Jaguaribe, que detém dois grandes projetos de irrigação, vários produtores de frutas exportando para diversos países, gerando mais de 30 mil empregos, já que detém 30% do agronegócio e 70% do volume d´água acumulado, “o que por si só já denota a importância da região no crescimento rápido do agronegócio aqui”. Ele pediu apoio político para a consecução imediata do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco e para a construção da Rodovia Transnordestina, que virão propiciar o aumento das potencialidades da região em várias áreas.
Entre as propostas apresentadas pelos diversos segmentos do agronegócio merecem destaque: a criação de condições competitivas de tributação com os demais estados da federação: devolução do saldo credor do ICMS resultante das exportações; apoio político ao setor do agronegócio; formação de mão-de-obra especializada e tecnologicamente atualizada, através de investimentos necessários às instituições já existentes, como é o caso do Centec, CVT, Instituto Agropólos e Adagri(Agencia de Defesa Agropecuária); implantação urgente de um laboratório de análise de resíduo de agrotóxicos (uma exigência da União Européia no tocante a segurança alimentar na exportação de frutas); criação de uma Agência de Inovação Tecnológica; incentivo a atuação de empresas e produtores especializados e com tradição no setor; revisão tarifária da água bruta utilizada pelos produtores; outorga da concessão da água bruta dos açudes federais para os aquicultores; funcionamento pleno e urgente do sistema de defesa sanitária, através de um laboratório móvel para a Adagri; melhoria do sistemas de comunicação da telefonia celular na região do Vale do Jaguaribe; manutenção das principais estradas de transporte da produção; fortalecimento do Instituto Agropólos.
O secretário de Desenvolvimento Agrário Camilo Santana, informou aos presentes sobre a nova política de atuação do Governo do Estado que prioriza o pequeno produtor rural, cabendo ao Conselho de Desenvolvimento Econômico, cuidar das políticas voltadas para o médio e grande produtor Rural.Já o deputado federal Ariosto Holanda, pediu a cessão de áreas dos dois perímetros irrigados do DNOCS, localizados na região do Vale do Jaguaribe- Tabuleiro de Russas e Jaguaribe Apodi- para a implantação de projetos de incubadores, pelos alunos do Centro de Ensino Tecnológico-Centec. Ele entregou ao Governador Cid Gomes, um estudo para o desenvolvimento integrado nas áreas de Influência do Vale do Jaguaribe. O deputado estadual Hermínio Resende, apresentou proposta para a implantação imediata de uma fábrica de leite em pó no Estado , e ressaltou a importância da região do Vale do Jaguaribe que gera hoje mais de 30 mil empregos dentro do segmento do agronegócio, enquanto Maracanaú, que detém em seu parque industrial muitas empresas de grande porte, só gera 18 mil empregos.

GOVERNADOR ASSUME TODOS OS COMPROMISSO COM PRODUTORES
O último a falar na reunião do Agropacto foi o Governador Cid Gomes, que assistiu atentamente as explanações por cerca de quatro horas, anotando pessoalmente todas as reivindicações, tecendo considerações pessoais a cada uma delas. Cid Gomes foi enfático :“ o AGRONEGÓCIO será olhado com absoluta prioridade pelo Governo. Ele assumiu suas origens de filho de um pecuarista, apesar de ser mais advogado e professor, mas gostava também da pecuária de corte , afirmando que uma de suas pretensões é ao se aposentar cuidar desta atividade.
O governador concordou que o Estado deve cobrar menos e gastar mais e que a carga tributária ainda é muito pesada, justificando que o seu governo passa no momento por uma fase de ajuste que deve demorar ainda alguns meses para dar uma acelerada. “Acho fundamental termos uma instância permanente como o Agropacto para discutirmos assuntos ligados a agropecuária e em meu governo pretendo manter esta relação com todos os demais segmentos”, disse.
Cid prometeu atender a todas as reivindicações ali apresentadas, inclusive a paridade nas alíquotas solicitadas com os demais estados, a devolução dos créditos do Icms de exportação .” São pontos pacíficos, basta fazer uma programação”, disse o Governador .Ele anunciou que o Estado já está criando uma Agência de Desenvolvimento, que se dividirá em Câmaras, e que o Nutec já tem um Laboratório semi-acabado de analise de resíduo agrotóxico, garantindo imediatamente o aporte de recursos para a sua conclusão, que foi estimado em R$500mil. Também informou que o Estado está montando um laboratório –móvel e que continuará a dar todo o apoio necessário ao Centec, que assistiu nascer em Sobral, como prefeito ,sendo sabedor de sua importância para a capacitação dos jovens. “Tive que cortar parte do orçamento do Centec nestes primeiros seis meses de Governo, mas vou remontar todo o orçamento e devolver os recursos já a partir do próximo semestre, prometeu Cid. Ele anunciou que vai construir um Centec no município de Quixeramobim, e a estrada ligando Quixeré a Limoeiro do Norte.
Ele concordou em reduzir o valor da água bruta paga pelo produtor, mas acha que nada deve ser totalmente gratuito, até como forma de educação e desperdício. Quanto à instalação de uma fábrica de leite em pó o governador também comprometeu-se e anunciou que vai também instalar 150 resfriadores em diversos pontos do Estado, para ajudar o produtor a manter o leite em condições ideais até o momento da distribuição.
O único ponto discordante foi sobre a questão da criação de uma Agência de Inovação tecnológica, proposta pelos produtores. O governador acha que é melhor investir nos órgãos já existentes como a Embrapa. Ele disse que Transnordestina hoje é o investimento que mais impacto trará para a economia do Ceará e que está se mobilizando junto ao Governo Federal para garanti-la.
Cid anunciou também aos presentes que vai implantar uma termoelétrica no Porto do Pecém, com o apoio do capital português.

Fonte: www.antonioviana.com.br


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Diário do Nordeste - Coluna (05/05/2007)

Agropacto promove reunião extraordinária

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Postado em 05/05/2007

Fontes alternativas de energia e ações para reflorestamento são pontos de debate no Vale do Jaguaribe.
Limoeiro do Norte. As entidades mais importantes da agricultura e pecuária no Ceará estão reunidas hoje, no município, em audiência com o governador Cid Gomes. A reunião é decisiva para a definição da política estadual para o setor agropecuário, que quer mostrar ao governador sua pujança e o alinhamento em questões como produção de bioenergéticos como álcool e biodiesel a partir da mamona, combate à desertificação de áreas ociosas, difusão de tecnologia e ICMS diferenciado para a fruticultura.
Representados no Pacto de Cooperação da Agropecuária (Agropacto), Federação da Agropecuária do Estado do Ceará (FAEC) e União dos Produtores do Vale do Jaguaribe (Univale), os ativistas do agronegócio no Estado querem mostrar números sobre o crescimento do setor e entregam dois relatórios ao governador, com sugestões sobre reflorestamento e bioenergia.

ENERGIA ALTERNATIVA
Responsável por uma fatia considerável do PIB do Estado, os agropecuaristas querem expandir o agronegócio. Umas das pautas do relatório é o empenho na produção de bioenergia, participando da atual abertura internacional para o etanol (álcool combustível, derivado da cana-de-açúcar) brasileiro. Conforme o coordenador geral do Agropacto e presidente da Faec, José Ramos Torres de Melo, a idéia é plantar a cana-de-açúcar em áreas ociosas dos perímetros irrigados já licitados pelo Dnocs para áreas de iniciativa empresarial.
Sobre a produção de biodiesel a partir da mamona, uma sugestão deve levantar questionamentos no auditório do Núcleo de Informação Tecnológica (Nit), onde acontece a reunião extraordinária: Participação dos médios e grandes produtores da agricultura no programa do biodiesel. Isso porque o plano original do programa é promover, social e economicamente, a agricultura familiar, setor contemplado pelo governo do Estado.
Para o coordenador do Grupo de Impulsão das Ações Propostas (Giap) e diretor do Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec), João Pratagil, o grande desafio do programa do biodiesel é suprir, com a pequena propriedade, a demanda de matéria-prima instalada até 2008 – estimada para 444 mil hectares. Em outra reunião do Agropacto neste ano, foi levantada a análise da política de subsídio agrícola da mamona, além da inserção do amendoim no consórcio desse biodiesel, até mesmo substituindo o feijão. O cultivo da mamona, por sua vez, compartilharia o potencial energético com outras culturas como caju, oiticica e pinhão manso.

PRESERVAÇÃO
Em tempo de preocupação geral com o aquecimento global, os agropecuaristas pretendem combater a desertificação nas proximidades de áreas irrigadas. Conforme Torres de Melo, diretor do Agropacto e presidente da Faec, deve-se cultivar plantas nativas para a própria sustentabilidade dos perímetros irrigados e de sequeiro. “O problema fundiário do Ceará está na ponta do minifúndio, pois as pequenas áreas são as que mais utilizam a terra sistematicamente e sem recuperação, pois são pequenas demais para fazer a rotação de descanso”, afirmou Torres. Essa situação teria gerado um índice atual de desertificação em torno de 15%. Cerca de 85% das propriedades nessa situação não ultrapassam os 100 hectares.
Segundo João Teixeira, presidente da União dos Produtores do Vale do Jaguaribe (Univale), será reivindicada a instalação de uma agência da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) na região. “Não existe ainda uma fiscalização maior por parte da Semace, então estamos sugerindo a criação de uma espécie de delegacia do órgão em Limoeiro do Norte”, explicou Teixeira, um dos maiores produtores de banana do Ceará.
Ações rentáveis devem comungar com atividades sustentáveis. Dessa forma, será proposta a geração de renda a partir de seis medidas: plantio de árvores adaptadas ao clima semi-árido; implantação de suporte forrageiro para pequenos animais; utilização de tecnologias de manejo de água, assistência técnica e extensão rural; agregação de valor e organização dos produtores, no qual um ponto forte seria a cooperativa, fato abordado pelo presidente da Associação das Cooperativas do Estado do Ceará (Ocec), João Nicédio Araújo. Há muitas cooperativas paradas esperando por apoio e implantação de novos projetos.

Mais informações:
Reunião extraordinária do Agropacto, hoje, a partir das 10h no Núcleo de Informação Tecnológica de Limoeiro do Norte Faec (85) 3535.8009

Fonte: Diário do Nordeste.


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Diário do Nordeste - Coluna (17/04/2007)

Agência de Inovação Tecnológica do Ceará

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Postado em 17/04/2007

gronegócio e dos organismos públicos que diretamente têm a ver com a questão, vai nascer a Agência de Inovação Tecnológica do Ceará. Ontem, o secretário de Ciência e Tecnologia, Renê Barreira, foi apresentado à idéia e ao grupo que a formatou. Barreira considerou-a ´excelente, oportuna e adequada ao atual processo de desenvolvimento do Estado´. O grupo autor da proposta — do qual fazem parte Lenardo Castro, do Instituto Titan; João Pratagil, do Nutec; Lucas de Souza Leite, do Centro Nacional de Agroindústria da Embrapa; Maria Pinheiro, do Centro Nacional de Caprinos e Ovinos da Embrapa; e os empresários João Teixeira e Carlos Prado, cujas empresas, a Fruta Cor e a Itaueiras, estão entre as maiores produtoras e exportadoras de frutas do Ceará — explicou ao secretário Renê Barreira que a agência deverá liderar a coordenação, a articulação e o planejamento estratégico para a inovação tecnológica dos setores produtivos do Ceará, incluindo o do agronegócio. A agência não promoverá pesquisas, pois para isto já existem a Embrapa, as universidades e o próprio Instituto Titan, mas ela incentivará as empresas à busca de recursos dos fundos setoriais de C&T, dos quais o Ceará capta pouco, quase nada. ´A culpa é dessa falta de articulação do setor privado com o público, o que a agência resolverá´, acredita João Teixeira, da Fruta Cor.

Air Italy
Apaguem-se todas as informações divulgadas, aqui e alhures, sobre o preço da passagem que a Air Italy cobrará pelo vôo Roma-Fortaleza-Roma. O repórter Carlos Eugênio, deste jornal, que está em Roma a convite da Air Italy, manda dizer: 1) o vôo inaugural regular da Air Italy, previsto para o próximo dia 20, foi remarcado para o dia 5 de maio, uma vez que, até ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil, do Brasil, ainda não emitiu a necessária autorização; 2) até lá, a empresa continuará fazendo vôos charters quinzenais; 3) o preço da passagem de ida-e-volta será de, apenas, 450 euros, ou seja, cerca de R$ 1.300. Com essa tarifa, todos os vôos terão 100% de ocupação, sem nenhuma dúvida.

Mérito industrial
A diretoria da Fiec conferiu ontem a Medalha da Ordem do Mérito Industrial 2007, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), à empresária Yolanda Queiroz, presidente do Grupo Edson Queiroz. A medalha será entregue no dia 11 de junho, em solenidade na Fiec, pelo presidente da CNI, Armando Monteiro.

São Francisco
Mais de 100 empreiteiras já adquiriram o Edital de Licitação, do Ministério da Integração Nacional, para a escolha das construtoras ou consórcio delas que executarão as obras do Projeto S. Francisco de Integração de Bacias. O valor dessa licitação — R$ 3,5 bilhões — é de entusiasmar o mais circunspecto empresário do ramo da construção pesada. E o mais sisudo dos ministros.

Energia Eólica (1)
Procedentes da Alemanha, chegarão aqui sexta-feira diretores e técnicos da Fürhlander, maior fabricante mundial de geradores eólicos (que produzem energia pela força dos ventos). Esta coluna está informada de que, pelo andar da carruagem, será a Fürhlander que fornecerá os geradores do parque eólico que a cearense Bons Ventos — liderada pelo empresário Lauro Fiúza Júnior — implantará em várias praias do litoral Norte e do litoral Leste do Ceará. A empresa alemã já concluiu os serviços de terraplenagem da área onde instalará sua fábrica no complexo portuário e industrial de Pecém.

Energia Eólica (2)
Os geradores da Fürhlander, com capacidade de 1,5 MW, serão montados no alto de torres tubulares de aço inoxidável que, fabricadas pela cearense Tecnomaq, terão 100 metros de altura e 130 toneladas de peso. Em Pecém já opera a alemã Volben, que produz geradores menores — de 0,8 MW — instalados sobre torres de concreto armado de 100 metros de altura, mas com 900 toneladas de peso.

Livre Mercado
Até o fim do ano, a Mecesa transferirá para o longo prazo mais da metade de sua dívida, hoje concentrada no curto prazo, onerando custos de captação da empresa. O alongamento será possível graças ao contrato que a Mecesa acaba de assinar com uma fabricante de refrigerantes para a qual continuará fornecendo, pelos próximos dois anos, as rolhas de suas garrafas de refrigerantes. Nesse período, serão produzidas 1,15 bilhão de rolhas de plástico. Os empresários Lauro Fiúza e Casemiro Montenegro (post mortem) e o presidente do BNB Roberto Smith foram eleitos ontem pela Fiec para receber a Medalha do Mérito Industrial 2007 De 22 a 23 deste mês no Gran Marquise acontecerá o II Forum Lean Nordeste. É uma filosofia de gerência de empresas.

Fonte: Diário do Nordeste.


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O Povo - Coluna (12/07/2007)

Nutec recebe certificado internacional

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Postado em 12/07/2006

O Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) recebeu, do Inmetro, o ISO 9001:2000, certificado internacional que valida serviços com base em padrões de qualidade adotados mundialmente. No caso do Nutec, a avaliação incluiu categorias como pesquisa, assistência, aplicação e transferência de tecnologia, calibrações de instrumentos de medidas elétricas, análises técnicas laboratoriais de química e tecnologia de alimentos e requalificação de cilindros para uso de gás metano veicular. Segundo Rogério Teixeira, diretor de Negócios do Nutec, a próxima meta, agora, é se preparar e receber a autorização do Inmetro para, também, poder fazer essa avaliação e emitir o ISO para outras empresas ou instituições.

Fonte: Jornal O Povo.


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NUTEC - Fundação Núcleo da Tecnologia Industrial do Ceará
Rua Prof. Rômulo Proença, s/n - Pici, Fortaleza - CE - Brasil - 60.451-970
Fones: (85) 3101.2445 - Fax: (85) 3101.2436 - CNPJ 09.419.789/0001-94